Na prática, devido à possibilidade de extinção dos microchips e serem substituídos por nanochips, assim como aconteceu com os transístores no século XX, que substituíram as antigas válvulas[7] pelo fato de quanto menores, mais poderosos são os processadores e menos energia é necessária para operá-los, a revolução informática processada disponibiliza uma capacidade de computação milhões de vezes maior num pacote nanoscópico. Por outro lado, a invenção de formas cifradas da linguagem na dimensão ínfima como é o caso da própria criptografia, derrubam preconceitos infundados e idéias deturpadas sobre outros lugares, idades, sexo, raças, estilos de vida e credos, alterando a própria natureza do relacionamento interpessoal, com rumos que não seguem obrigatoriamente as rotas determinantemente traçadas. Esta cultura tecnológica, segundo Castells (2002), herdada da ética dos hackers, vem sendo de forma progressiva, marcadamente, determinada pela capacidade de manipulação da matéria e da informação em pequena escala, mediante a introdução das nanotecnologias e pelo movimento de internautas que fazem, mesmo sem um propósito intencional, forçadamente as novas tecnologias se tornarem acessíveis a uma parcela maior da humanidade. Neste sentido, é conveniente destacar que o desenvolvimento da internet, a constituição da grande rede de interatividade comunicativa e o manejo da informação são produtos tanto do ambiente cibercultural que o mundo vive, segundo Castells (2000, p.37), quanto da combinação entre estratégia militar, cooperação científico-tecnológica e inovação contracultural com a atuação dos hackers.


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