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É
inegável, pois, que a acoplagem de máquinas
artificiais aos seres, em essência ao ser humano,
ocasiona muitas outras tarefas e muitas outras mudanças
que impõem limites. Como exemplo desta perspectiva,
há o caso ocorrido em um hospital da cidade brasileira
de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, entre setembro e
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outubro
de 2003, que foi manchete nos jornais impressos e televisivos.
Parte da calota craniana de uma menina de 10 anos, que fora
operada para extração de um tumor na parte
frontal da cabeça, desapareceu dentro da instituição
com suspeitas de ter sido jogada no lixo. A menina teria
recebido em cirurgia uma prótese de cimento cirúrgico,
numa tentativa de repor parte do osso desaparecido. |
Como
pensar este fato? Há um desafio gigante pela frente. Esse
caso de inserção de uma prótese num ser humano
no lugar de um órgão considerado “biologicamente
natural”, é apenas um entre tantos a citar. Assim, falar
em nanocomputadores, por exemplo, abre caminhos para pensar concretamente
em andróides, inteligência e vida verdadeiramente
artificiais, mais precisamente em uma penetração
na intimidade da natureza, numa dimensão nanoscópica,
pelo conhecimento molecular. Trata-se de uma rede inédita
já concentrada no desenvolvimento de novos materiais e
de alternativas inovadoras, direcionadas para o conhecimento de
ponta.
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