O ensaio representa ainda um esforço inicial de discutir a relação existente entre a nanotecnologia[2] e o mundo dos hackers, que operam numa escala menor equivalente aos ‘segredos’ das cifragens e decifragens de dados e mensagens, baseadas em operações muito sensíveis como acontece com as novas versões de sistemas de segurança, como o firewall [3], na encriptação e desencriptação de dados, e na esteganografia [4], utilizadas para a codificação de uma mensagem a ser legível apenas pelo seu verdadeiro destinatário, que pode circular com mais segurança na internet, as comunicações em códigos da cultura tecnológica refinada e a abertura ao ingresso de comunidades virtuais. Habermas (1993) já havia colocado a necessidade da destruição das restrições da comunicação para que fosse alcançada a eficácia no seio da comunicação dos cidadãos a partir da conexão dos interesses sociais, ultrapassando os obstáculos burocráticos, fazendo, assim, avançar os processos sociais. É necessário, segundo evidencia esse pensador (1993, p.125), não deixar romper o nexo da comunicação, mesmo quando as informações de um especialista para outro devem tomar o caminho largo que passa pela linguagem coloquial e pela compreensão quotidiana do leigo. Neste aspecto, como parece provável, a nanotecnologia vislumbra para os próximos anos a reversão das tecnologias com projetos mais promissores, a exemplo da construção de computadores mais poderosos [5]e de uma internet de altíssima velocidade.
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