Por
sua vez, não se deve esquecer que as relações
no ciberespaço são humanas, e este espaço
tem uma dimensão de especial relevância à
luz do pensamento mais atual, se consideramos que as ciências
sociais e humanas, muito mais que a biologia, se debatem hoje
com problemas sociais de enorme complexidade. Ao mesmo tempo,
enquanto parece haver uma automação cultural provocada
pela tecnologia e pelo fácil acesso às informações,
o indivíduo parece procurar o oposto disso em suas relações
interpessoais, isto é, a aproximação, a afinidade,
o pertencimento, o sentimento de comunidade, fugindo ao determinismo
das relações hierarquicamente, sobretudo, as de
caráter vitalício. Torna-se mais evidente que os
grandes avanços tecnológicos são feitos pelo
homem e não dádivas de Deus (Thurow, 1999).
Algumas questões apresentadas aqui poderão ser aprofundadas
mediante o trabalho de pesquisadores que atuam no campo da comunicação
e da sociabilidade, que fazem incursões sobre o impacto
das mudanças tecnológicas nas comunidades contemporâneas,
como a formação das tribos urbanas e as próprias
comunidades virtuais. Ainda que sejam vários os aspectos
positivos que a nanotecnologia pode apresentar, cresce o debate
sobre o que esta inovação representa para o futuro
das pessoas, da sociedade e da natureza. A técnica e a
ciência têm proporcionado uma potência ao ser
humano até um tempo atrás pouco considerada, cujos
fenômenos derivados não são mais peculiares
apenas à maneira de estar no mundo ocidental. Essa é
uma questão epistemológica importante a considerar,
uma vez que é preciso pensar a simultaneidade do local
e do global que as tecnologias mais recentes estão propiciando.
Também a questão dos hackers é ainda cheia
de impasses, sobretudo, para os casos de atos virtuais criminosos,
no Brasil, sem nenhuma Lei ainda aprovada a respeito, não
previstas para esses casos específicos. |