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É
por essa razão, que um novo olhar ajuda a melhor
compreender a natureza específica de tecnologias
avançadas e a atuação dos hackers sem
que tenhamos que repetir, pelo menos de forma tão
contundente e sem originalidade, os equívocos de
determinadas interpretações e ataques ao novo.
Considero que se aceitarmos e resolvermos estes novos desafios
colocados pelas |
nanotecnologias,
estaremos tornando realidade a circunstância de utilizar
adequadamente os mais refinados produtos da ciência
e da tecnologia para alcançarmos uma compreensão
menos rígida, quanto ao tempo e ritmo das transformações
na matéria, de forma menos paradoxal. Neste sentido,
é importante que as ciências sociais revejam
imediatamente sua posição em relação
à distância que mantêm da biologia, física
e química, e que se fortaleça, do mesmo modo,
uma convergência epistemológica entre as ciências
da natureza, ciências sociais e humanas. Esta aproximação
torna-se uma necessidade para o incremento e aparecimento
de novos objetos de pesquisa e de pesquisas afins, influenciando
a obrigatória mudança das ciências de
modo que possam transgredir as suas próprias fronteiras. |
CONCLUSÕES
O estudo que informa o debate contemporâneo sobre o que
é possível divisar nos contextos criados pelas comunidades
hackers, é fundamental para a análise de diferentes
configurações sociais e de situações
de relações de sociabilidade no ciberespaço,
ainda não muito claras. A tecitura destes “territórios
digitas” consiste em ações muito finas, logo, muito
próximas à nanotecnologia, pois operam com o conceito
de cultura de rede altamente informatizada e com um complexo de
planos e situações interativos de tal modo miniaturizado
e matizados por relações mediadas por conexões
jamais vistas antes, na história da humanidade. |