É
ainda cedo para que os fatos, as observações e experimentos
na nanociência possam pronunciar uma decisão unânime
sobre o que fazer com as teorias pertinentes. Entretanto, o que
não pode ser feito é abandonar e absolutamente repudiar
as considerações avaliativas em favor de uma simples
atitude neutra ou sectária, em termos de interesses, “que
faz os pesquisadores se entrincheirarem na suas especialidades
ou sub-especialidades, compartilhando seus conhecimentos apenas
no interior de um círculo próximo e restrito” (Leis,
2002, p.2). Como bem assinalava Kuhn (2003), o êxito de
um cientista se mede pelo reconhecimento que ele tem de outros
membros de seu grupo profissional, partilhando seu cotidiano,
sua linguagem e mundo científicos, num esforço de
coligar as áreas de dificuldade na comunicação
científica. As novas formas de comunicação
que advêm com seu caráter amplamente social e urgência
de trabalho interdisciplinar, inegavelmente desempenham importantíssimo
papel para a compreensão da natureza comunicativa humana,
pois, o saber informatizado e a opção teórica
implícita nos sistemas auxiliados por computadores, são
complementos fundamentais e suscitam grandes questões sobre
o “destino”das sociedades, reativando a chama para que voltemos
a reexaminar a implicação das novas ferramentas
advindas com as inovações tecnológicas. Não
somente o reducionismo do método e o da atividade da ciência
podem-se converter em um obstáculo, mas também,
determinadas áreas quando se deparam com novos fatos, que
contradizem suas teorias uma vez restritas a um paradigma teórico
predominante, dificultando que se passe de um sistema teórico
ou epistêmico para outro e que sejam provocadas as rupturas
necessárias ou descontinuidade no conhecimento em curso
pela existência de limitações no tratamento
e descrição de fenômenos mais complexos de
modo a abrir passagem para o advento do novo em substituição
ao velho paradigma. |