Ao
mesmo tempo em que se ergue um aparato tecnológico virtual
de natureza fria, próprio das tecnologias finas como as
nanotecnologias e as que promovem a conexão entre mensagens,
bit por bit, a cultura hacker hoje impregna grande parte da sociedade,
encontrando-se bastante difusa entre as novas gerações,
e não só nos campos tecnológicos acadêmicos
e industriais, como uma prática que já é,
nesse século, muito melhor assimilada do que nos finais
do século passado. Nesse entorno, fortaleceram-se, de modo
especial, os hackers denominados ciber-rebeldes, como grupos com
ideais bastante otimistas e arrojados diante de tecnologias avançadas.
Mesmo considerados “infratores”, eles tiveram também propostas
em ocasiões determinadas, que ajudaram a promover avanços
no conhecimento da informática, embora manifestando outras
perspectivas com respeito à manipulação da
informação disponibilizada em redes. Seu alcance
principal, na busca por atos sempre mais precisos e arriscados,
a exemplo da recente Operação Cavalo de
Tróia[9]
, parece caminhar junto com o desenvolvimento da nanotecnologia
molecular, ou seja, na capacidade emergente para construir materiais
e produtos muito pequenos, com precisão atômica.
Assim, já podemos pensar na cultura nanotecno-mediática
e na cultura do hacker legitimando uma liberdade que está
muito expandida no mundo da internet, em que arrefeceu o heroísmo
puramente ideológico devido a maior incidência de
condições de acesso ao meio, em escala mundial.
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