Essa
cultura avançou substancialmente durante os anos 90 e
início do ano 2000, e o desenvolvimento das micro, bio
e nanotecnologias concederam um maior peso ao desenvolvimento
das relações sociais, aos meios de comunicação,
à política e à economia. A nova economia,
sustentada nas tecnologias digitais, pouco a pouco foi dando
margem a outras realidades sociais, em que os hackers são
atores que compartilham um desejo irrefreável de ultrapassar
“a fronteira entre o corpo físico e a rede” (Lemos, 1999,
p.20). São fascinados pela alta tecnologia, mas com simultânea
recusa em utilizá-la de modo convencional, a se tornarem
híbridos no ciberespaço, numa mescla de condição
humana com componentes da máquina. Já se ouve
falar até em Cibernesofia[8]
, sendo todo o "saber" sobre os modos de inter-relações
dos seres humanos e máquinas, assim como os fenômenos
que se produzem nesta junção e as causas e conseqüências
da cada vez mais recorrente interatividade.